segunda-feira, 14 de março de 2011

Em meio a uma memória apagada pelo álcool e pelas tantas pessoas que passaram por sua vida nesses últimos meses, eis que uma carta, esquecida há mais de um ano dentro de sua carteira, desperta a lembrança mais doce que ela pode ter.
Estava deitada, assistindo um filme, ao lado de seu melhor amigo. Um filme que embora tenha começado a assistir três vezes, nunca conseguira chegar até o fim.
Aquela vontade já caminhava com eles há algum tempo, mas ambos estavam confusos e com medo, mas encantados com aquele sentimento novo que surgia dentro do peito.
Naquele momento, a vida foi esquecida, e então ela se virou, rendida aos seus desejos, e encostou seu rosto no rosto dele, logo seus lábios se tocavam. Não foi um beijo, foi apenas um toque suave e carinhoso. Ele passou seu braço pela cintura dela e a envolveu em seu abraço. Um arrepio subiu pela espinha. Ele a beijou.
O beijo foi libertador, todo amor que eles sentiam foi posto pra fora, e assim continuou.
Hoje, ao relembrar, as lágrimas chegaram imediatamente a seus olhos. O tempo e os erros mais banais desgastaram tudo o que foi graciosamente descoberto. Sim, descoberto, diferente de seus outros relacionamentos, que foram construídos.
Mas apesar de tudo, ela consegue se sentir feliz por ainda tê-lo em sua vida, mesmo sem saber se ele ainda a tem. O que importa é o que está no coração, independentemente dos erros que todos nós, humanos, cometemos.


Te amarei para sempre. Afinal, é sempre amor, mesmo que mude.

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